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Esperto demais se atrapalha

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Eu trabalhei no comércio durante 16 anos e metade deles passei em uma loja de autopeças no bairro da Gávea, zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O ponto era muito bom, a loja ficava na esquina das principais ruas do bairro e o movimento de carros era perfeito para vendas na porta. O produto principal da empresa era a venda de baterias de automóveis e caminhões. Fornecíamos também o produto no atacado, com pagamento faturado. Como todo produto que se vende, sempre há aqueles que não pagam de esperteza e não é porque estão em dificuldades financeiras. Quando você já tem muitos anos de firma, uma convocação para cobrir férias de outros funcionários é certa, pois desta vez foi o gerente que precisava voltar para terra natal, que ficava do outro lado do oceano: Portugal. Há muito tempo que o gerente não via os pais e irmãos, então resolveu nas férias matar a saudade. O dono da empresa me chamou na sala dele e disse sem rodeios: – Edson, você vai ficar no lugar do gerente e o Fábio...

Provação cruel versus sapiência

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Houve um dia na empresa, onde eu trabalhava, que o responsável da expedição de peças automotivas(local onde se despacha as entregas) não veio trabalhar e pelo jeito não viria tão cedo. Ele tinha pegado o dengue e estava estirado na cama com uma disposição de uma preguiça de setenta anos (nem sei se ela chega nesta idade). Tinha tanta gente experiente para assumir o trabalho. Mas sabe, quando alguém está de marcação contigo e arranja um motivo para te desmoralizar perante os outros? Foi o que aconteceu comigo. Alguns indivíduos do médio escalão da empresa resolveram me botar no posto que não entendia patavinas. Eu sabia que havia algo por debaixo dos panos para me por sem jeito. Eles sabiam também muito bem, que eu não conhecia os itinerários dos nossos clientes. O rapaz que ficou doente se submetia aos caprichos dos vendedores, que gostavam de atrasar o serviço dos outros. – Rocha, parece que o Peu Autopeças vai pedir mais alguma coisa, segura mais um pouco o motobói. – di...