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Remake literário para comemorar os 15 anos

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Em 1999, eu lancei o meu primeiro livro solo, pois os anteriores eu tinha participado com contos e crônicas em antologias literárias, com outros autores desde 1996. De tanto ser aceito com frequência com os meus textos nesses concursos, eu acabei me arriscando na publicação de um romance. Depois de me trancafiar em casa e aproveitar os trinta dias de férias da empresa que eu trabalhava, não pensei duas vezes: precisava escrever a história que assolava a minha mente para “nascer”. – Mãe, só me chame, se o mundo estiver desabando sobre nossas cabeças. – foi o que eu disse a ela, antes de fechar a porta do quarto e começar a digitar como um louco. Ela só batina na porta, dizendo que a comida estava na mesa. Um anjo esta mulher! Eu tinha a história toda na cabeça: inicio, meio e fim, bem definidos. Eu parecia uma máquina pronta para estourar, se não colocasse todo aquele enredo para fora. O título era Yin e Yang – A Batalha dos Opostos e a história era a seguinte: Yin e Yang...

Respeitando as leis da natureza

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O velho índio e o jovem índio entraram na mata, para caçar alguns animais para a refeição da tribo. Eles penetraram no pantanal de canoa e pararam em uma margem para descansar das longas remadas. -Pajé, por que precisamos vir tão longe para caçar? -Porque os animais que precisamos, para a nossa refeição, estão aqui nesta região... Ontem caçamos perto da aldeia, agora temos que mudar de lugar. -Para que mudar? Não seria mais fácil lá perto? -Não Curumim... Os animais já saíram de lá, achando que voltaremos para caçá-los novamente. Precisamos fazer o mesmo, para surpreendê-los... Vem, vamos indo. Os dois entraram na mata fechada e encontraram uma capivara e seus filhotes. O jovem índio preparou o arco, sacou uma flecha e mirou. O índio velho o impediu, com uma tapa nas mãos, fazendo-o errar. -Por que o senhor fez isso pajé? Ela estava na minha mira. -Fêmea com cria, não! -Por que não? -Você matando a fêmea, estará matando a cria. -Eu não ia acertar os filhotes...

Sonho + Empenho = Realização

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Marco Antônio era um homem ativo, mas não era muito feliz, por se achar um ser de pouquíssima sorte. Trabalhava em uma empresa de contabilidade há mais de doze anos e nada de promoção ou outra premiação qualquer. Ele era um empregado, que se podia dizer, exemplar. Ele não era de faltar ao serviço sem um motivo muito forte, como: doença ou falecimento de um ente querido da família. Não houve um só dia, em que ele chegasse atrasado ao trabalho, a não ser em épocas de greve dos meios de transportes. Mesmo assim ele ia trabalhar. A dedicação dele era total. Não era de reclamar, se saísse do trabalho meia-hora mais tarde. Porém, com o passar dos anos, aquilo estava se tornando um abuso, na concepção dele. O pai dele sempre dizia sobre as pessoas submissas em demasia: -Quem muito abaixa a cabeça, acaba mostrando os fundilhos! Marco não estava feliz. Ele percebeu isso, quando rezava para chegar um final de semana ou um feriado prolongado. Ele entrava no serviço, já pensando na ho...

Aprendendo com a natureza

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Um jovem monge estava incomodado com suas obrigações e achava que não ia dar conta do recado. ele estava construindo um pequeno templo para a adoração a prosperidade no alto de uma montanha. Lá a ventania era muito forte e sempre chovia. Aquela chuva fina e fria, que doía os ossos do corpo todo. – Caramba! Assim não poderei terminar este templo. Tô quase desistindo de montá-lo. Não sei para que colocá-lo aqui... Se eu tivesse uma ajuda! O monge, não aguentando mais aquele clima doido, resolveu se encontrar com o mestre, que não estava muito longe dali meditando. Antes do jovem se aproximar, o velho mestre disse: – Algum problema, jovem monge? – Como o senhor sabia que eu viria? – Deduzi que viesse... O que te perturba? – Mestre, eu não estou conseguindo montar o templo da prosperidade. – Como não consegue? – Venta muito e a chuva não para! – E o que você quer que eu faça, jovem monge? – disse ele, olhando pela primeira vez o rapaz. – Não dá para eu fazer outr...