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Mostrando postagens com o rótulo injustiça

Não há mal, que dure para sempre.

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O bandido chamado Orelha, pois este era o apelido dele no meio da marginalidade, por ele possuir uma audição apurada. Era o bandido mais arisco, que a polícia já conheceu, pois usava a lei ao seu favor. Orelha ainda não tinha chegado a maioridade e isso lhe dava uma vantagem diante dos demais bandidos. A possibilidade de fazer qualquer tipo de crime, sem pegar uma pena enorme. Com um currículo criminoso de dar inveja a qualquer delinquente, Orelha já havia roubado vários carros pela cidade e despachado para o além alguns desafetos seus. Nas horas vagas ganhava uma boa grana dos traficantes transportando drogas para saciar o vício dos filhos dos ricos da zona sul da cidade. – Vocês se matam e eu encho a burra! – dizia ele, que nunca provou do veneno que vendia. – Estão tão drogados, que nem perceberam na fungada a diferença de pô de mármore com cal. A polícia estava literalmente cansada de deter o Orelha e no dia seguinte a justiça soltá-lo. Ele enchia a boca dizendo, que ...

Alguém lá em cima está vendo

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Sílvia tinha um relacionamento, diferente de tudo que se tinha visto, com Ricardo. Apesar de ambos gostarem muito um do outro mutualmente, eles discutiam sobre coisas banais e sempre terminava em uma separação temporária. Ricardo tinha um sério problema, ele acreditava muito no que os outros falavam sobre sua companheira, inclusive as fofocas das irmãs dela. Ela não entendia, porque as suas irmãs não a queria vê-la feliz. Sílvia sempre quis o bem delas, mas mesmo assim não entendia o porquê desta guerra psicológica em seu relacionamento amoroso. Desde pequena, Sílvia era rejeitada por elas. Uma rejeição desfaçada de falta de atenção, mas uma rejeição. Esta atitude a deixava muito triste. As separações de Sílvia e Ricardo era longas. Algumas delas duravam de dois a três anos longe um do outro. Porém, o destino era implacável, eles sempre se reconciliavam e voltavam a morar juntos. Destas idas e vindas, que durou 9 anos ao todo, o sexo fazia parte deste relacionamento conturbado...

Eu me chamo, Jesus!

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Numa cidadezinha no interior do estado de Minas, no sudeste do país, o delegado estava chegando na chefatura e o cabo de dia veio na direção dele, com um olho aberto e outro fechado. Ele passou a noite inteira vigiando um homem estranho, preso no dia anterior. – Que bom que o senhor chegou, delegado! – Onde está o meliante, cabo Lauro? – disse ele, bem vestido e de café tomado. A noite dele foi bem melhor do que a do subordinado a sua frente. – Lá na última cela, como o senhor mandou! – O deixou sozinho? – Sim, senhor! – Ele falou alguma coisa, desde que foi preso? – Não senhor! Permaneceu sentado calmamente na cama... Mas, uma coisa me deixou encafifado ! – O que foi cabo? – Todas as vezes que eu ia lá vê-lo... Ele sorria para mim! – Sorria? – Sim, senhor! Parecia, que ele não estava ligando muito para a prisão. – Vamos vê-lo! – disse o delegado decidido, entrando a passos firmes. Passando por outros cárceres, o delegado e o cabo, viam os presos fazendo...