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Não há mal, que dure para sempre.

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O bandido chamado Orelha, pois este era o apelido dele no meio da marginalidade, por ele possuir uma audição apurada. Era o bandido mais arisco, que a polícia já conheceu, pois usava a lei ao seu favor. Orelha ainda não tinha chegado a maioridade e isso lhe dava uma vantagem diante dos demais bandidos. A possibilidade de fazer qualquer tipo de crime, sem pegar uma pena enorme. Com um currículo criminoso de dar inveja a qualquer delinquente, Orelha já havia roubado vários carros pela cidade e despachado para o além alguns desafetos seus. Nas horas vagas ganhava uma boa grana dos traficantes transportando drogas para saciar o vício dos filhos dos ricos da zona sul da cidade. – Vocês se matam e eu encho a burra! – dizia ele, que nunca provou do veneno que vendia. – Estão tão drogados, que nem perceberam na fungada a diferença de pô de mármore com cal. A polícia estava literalmente cansada de deter o Orelha e no dia seguinte a justiça soltá-lo. Ele enchia a boca dizendo, que ...

Sonho + Empenho = Realização

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Marco Antônio era um homem ativo, mas não era muito feliz, por se achar um ser de pouquíssima sorte. Trabalhava em uma empresa de contabilidade há mais de doze anos e nada de promoção ou outra premiação qualquer. Ele era um empregado, que se podia dizer, exemplar. Ele não era de faltar ao serviço sem um motivo muito forte, como: doença ou falecimento de um ente querido da família. Não houve um só dia, em que ele chegasse atrasado ao trabalho, a não ser em épocas de greve dos meios de transportes. Mesmo assim ele ia trabalhar. A dedicação dele era total. Não era de reclamar, se saísse do trabalho meia-hora mais tarde. Porém, com o passar dos anos, aquilo estava se tornando um abuso, na concepção dele. O pai dele sempre dizia sobre as pessoas submissas em demasia: -Quem muito abaixa a cabeça, acaba mostrando os fundilhos! Marco não estava feliz. Ele percebeu isso, quando rezava para chegar um final de semana ou um feriado prolongado. Ele entrava no serviço, já pensando na ho...

Apenas um momento de reflexão

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Ricardo passava pela praça perto de casa e viu o seu pai sentado olhando a paisagem, os transeuntes, os carros e as crianças brincando nos escorregas. Ele parecia estar esperando algo ou alguém. Curiosamente o filho foi ver o que estava acontecendo. – Pai? O que o senhor está fazendo aqui sozinho? – disse este, indo em direção ao ponto de ônibus para ir ao trabalho. – Oi, filho! Estou sentado um pouquinho aqui, para a sua mãe se acalmar. – Onde ela está? Você brigaram? – perguntou ele, olhando para os lados e não a vendo. – Ela está em casa! – O senhor brigou com ela? – Jamais brigaria, com sua mãe. – Então, por que o senhor está aqui? – Estou aqui para nos dar um momento de reflexão. – Não entendi. – Sabe, sua mãe está naqueles dias de pura tensão... Qualquer coisa a aborrece. – TPM? – Exatamente... Por causa disto resolvi dar uma volta. – Ela sabe, que o senhor está aqui? – Não! Saí silenciosamente, quando ela estava na cozinha reclamando de tudo e ...

Aprendendo com a natureza

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Um jovem monge estava incomodado com suas obrigações e achava que não ia dar conta do recado. ele estava construindo um pequeno templo para a adoração a prosperidade no alto de uma montanha. Lá a ventania era muito forte e sempre chovia. Aquela chuva fina e fria, que doía os ossos do corpo todo. – Caramba! Assim não poderei terminar este templo. Tô quase desistindo de montá-lo. Não sei para que colocá-lo aqui... Se eu tivesse uma ajuda! O monge, não aguentando mais aquele clima doido, resolveu se encontrar com o mestre, que não estava muito longe dali meditando. Antes do jovem se aproximar, o velho mestre disse: – Algum problema, jovem monge? – Como o senhor sabia que eu viria? – Deduzi que viesse... O que te perturba? – Mestre, eu não estou conseguindo montar o templo da prosperidade. – Como não consegue? – Venta muito e a chuva não para! – E o que você quer que eu faça, jovem monge? – disse ele, olhando pela primeira vez o rapaz. – Não dá para eu fazer outr...