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Respeitando as leis da natureza

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O velho índio e o jovem índio entraram na mata, para caçar alguns animais para a refeição da tribo. Eles penetraram no pantanal de canoa e pararam em uma margem para descansar das longas remadas. -Pajé, por que precisamos vir tão longe para caçar? -Porque os animais que precisamos, para a nossa refeição, estão aqui nesta região... Ontem caçamos perto da aldeia, agora temos que mudar de lugar. -Para que mudar? Não seria mais fácil lá perto? -Não Curumim... Os animais já saíram de lá, achando que voltaremos para caçá-los novamente. Precisamos fazer o mesmo, para surpreendê-los... Vem, vamos indo. Os dois entraram na mata fechada e encontraram uma capivara e seus filhotes. O jovem índio preparou o arco, sacou uma flecha e mirou. O índio velho o impediu, com uma tapa nas mãos, fazendo-o errar. -Por que o senhor fez isso pajé? Ela estava na minha mira. -Fêmea com cria, não! -Por que não? -Você matando a fêmea, estará matando a cria. -Eu não ia acertar os filhotes...

Não há mal, que dure para sempre.

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O bandido chamado Orelha, pois este era o apelido dele no meio da marginalidade, por ele possuir uma audição apurada. Era o bandido mais arisco, que a polícia já conheceu, pois usava a lei ao seu favor. Orelha ainda não tinha chegado a maioridade e isso lhe dava uma vantagem diante dos demais bandidos. A possibilidade de fazer qualquer tipo de crime, sem pegar uma pena enorme. Com um currículo criminoso de dar inveja a qualquer delinquente, Orelha já havia roubado vários carros pela cidade e despachado para o além alguns desafetos seus. Nas horas vagas ganhava uma boa grana dos traficantes transportando drogas para saciar o vício dos filhos dos ricos da zona sul da cidade. – Vocês se matam e eu encho a burra! – dizia ele, que nunca provou do veneno que vendia. – Estão tão drogados, que nem perceberam na fungada a diferença de pô de mármore com cal. A polícia estava literalmente cansada de deter o Orelha e no dia seguinte a justiça soltá-lo. Ele enchia a boca dizendo, que ...

Esperto demais se atrapalha

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Eu trabalhei no comércio durante 16 anos e metade deles passei em uma loja de autopeças no bairro da Gávea, zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O ponto era muito bom, a loja ficava na esquina das principais ruas do bairro e o movimento de carros era perfeito para vendas na porta. O produto principal da empresa era a venda de baterias de automóveis e caminhões. Fornecíamos também o produto no atacado, com pagamento faturado. Como todo produto que se vende, sempre há aqueles que não pagam de esperteza e não é porque estão em dificuldades financeiras. Quando você já tem muitos anos de firma, uma convocação para cobrir férias de outros funcionários é certa, pois desta vez foi o gerente que precisava voltar para terra natal, que ficava do outro lado do oceano: Portugal. Há muito tempo que o gerente não via os pais e irmãos, então resolveu nas férias matar a saudade. O dono da empresa me chamou na sala dele e disse sem rodeios: – Edson, você vai ficar no lugar do gerente e o Fábio...